Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Estranhamento
Estou na casa de Dona Helena, minha mãe. Estranhando tudo. As rotinas, os espaços, a claridade. É sempre assim quando volto. Normalmente, passa rápido. Dessa vez, tá demorando. Já, já volto pra casa. E vai ser outro processo de acostumamento: com o clima temperado e as cores amenas, com a ausência de sol e o cheiro que me faz espirrar.
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Lejos.
Eu não devia ficar triste porque ele vai passar uma semana longe. Eu não queria ficar triste. E a verdade, é que nem precisava. Isso porque quando um avião cruza os céus do Brasil, de Recife para Fortaleza, me mudo da Domingos Ferreira para Conselheiro Aguiar. Fico ali naquela casa bonita e iluminada d’onde se avista o mar. E eu gosto. Mas, só gosto depois.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Diarices.
Sempre é muito melhor do que eu lembro.
Esse ano, teve Dominguinhos, teve Elba Ramalho e não sei mais quem, porque saí quando ainda faltava uma atração.
Teve brincadeiras de São João, teve touro mecânico e comidinhas impossíveis pra quem está de dieta.
Teve livro sobre propaganda pernambucana que valia quinhentas estalecas.
Sim, estalecas, feito no Big Brother.
E tudo bem, né? Porque a festa é da Globo.
Teve abraços dos queridos que não via faz é tempo.
Teve muito riso, muita gritaria, muita bagunça, muita dor nas costas, muita sopa na volta pra casa, que tava morrendo de fome.
Volto na Dra. Nutri dia 30 e queria ter emagrecido mais uns dois quilos até lá.
Queria mais, claro.
Só que preciso ser realista, porque não é fácil.
Apesar dos esforços todos.
Glicose continua uma doidice mesmo fazendo tudo direitinho, comento tudo direitinho, fazendo os cálculos todos de insulinas de correção e cobertura.
Mas, sou brasileira e não desisto nunca.
Lendo livro bestinha, mas que entretem.
Tentando comprar livros sérios, mas o site da saraivapontocom, sempre dá erro no final e me deixa na dúvida do compreinãocomprei.
Os atendentes on line já devem me conhecer, porque.
Feito os amigos taxistas, ali da minha área.
Queria muito que eles não sentissem a necessidade, quase compulsiva, de me contar toda a sua vida.
De manhã cedo, tudo que eu quero é vir bem caladinha e quietinha pro meu trabalho.
Num transe de quase-sono.
Mas, as pessoas interagem comigo.
Interagem e interferem.
A senhorinha pra quem peço almoço, por exemplo, perguntou se tive dificuldades em ligar mais cedo, porque cheguei 15 minutos atrasada.
A patrulha está em toda parte, minha gente. To-da.
Esse ano, teve Dominguinhos, teve Elba Ramalho e não sei mais quem, porque saí quando ainda faltava uma atração.
Teve brincadeiras de São João, teve touro mecânico e comidinhas impossíveis pra quem está de dieta.
Teve livro sobre propaganda pernambucana que valia quinhentas estalecas.
Sim, estalecas, feito no Big Brother.
E tudo bem, né? Porque a festa é da Globo.
Teve abraços dos queridos que não via faz é tempo.
Teve muito riso, muita gritaria, muita bagunça, muita dor nas costas, muita sopa na volta pra casa, que tava morrendo de fome.
Volto na Dra. Nutri dia 30 e queria ter emagrecido mais uns dois quilos até lá.
Queria mais, claro.
Só que preciso ser realista, porque não é fácil.
Apesar dos esforços todos.
Glicose continua uma doidice mesmo fazendo tudo direitinho, comento tudo direitinho, fazendo os cálculos todos de insulinas de correção e cobertura.
Mas, sou brasileira e não desisto nunca.
Lendo livro bestinha, mas que entretem.
Tentando comprar livros sérios, mas o site da saraivapontocom, sempre dá erro no final e me deixa na dúvida do compreinãocomprei.
Os atendentes on line já devem me conhecer, porque.
Feito os amigos taxistas, ali da minha área.
Queria muito que eles não sentissem a necessidade, quase compulsiva, de me contar toda a sua vida.
De manhã cedo, tudo que eu quero é vir bem caladinha e quietinha pro meu trabalho.
Num transe de quase-sono.
Mas, as pessoas interagem comigo.
Interagem e interferem.
A senhorinha pra quem peço almoço, por exemplo, perguntou se tive dificuldades em ligar mais cedo, porque cheguei 15 minutos atrasada.
A patrulha está em toda parte, minha gente. To-da.
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
“Aí, a gente vê o que faz”.
Não foi a resposta certa para pergunta que não houve.
Ou seja, precisava nem dizer nada, nera?
Se bem que, às vezes, fico instigando e deve ser muito insuportável ouvir & calar.
Almoçamos no chinês e o biscoito dele veio sem sorte.
Em compensação, a minha dizia que vou ganhar um presente há muito esperado.
Só que isso foi no sábado e até agora nada.
Tá, ganhei dois convites pra essa festa disputada de hoje.
Mas, nem queria ir.
Portanto, não se encaixa na categoria “há muito esperado”.
Muito antes pelo contrário, se a gente for considerar.
A não ser que tenham trocado meu presente, o que sempre pode acontecer.
Gosto de vir trabalhar pela beira-mar, ainda mais quando faz sol.
Se acerto o horário e vejo meu pai correndo no calçadão, o dia é de sorte.
Ontem, assisti “A festa da menina morta”.
Não sei se gostei, mas me deu uma angústia medonha.
Fim de semana, vi Intrigas de Estado e entretem.
Também assisti Sete Vidas (chorei, chorei, chorei), Dia dos Namorados Macabro (muito apropriado para sexta-feira, dia 12) e Pagando bem, que mal tem.
Cada vez tenho menos paciência e vontade de gentes.
Isso me assusta, mas muito não.
Ou seja, precisava nem dizer nada, nera?
Se bem que, às vezes, fico instigando e deve ser muito insuportável ouvir & calar.
Almoçamos no chinês e o biscoito dele veio sem sorte.
Em compensação, a minha dizia que vou ganhar um presente há muito esperado.
Só que isso foi no sábado e até agora nada.
Tá, ganhei dois convites pra essa festa disputada de hoje.
Mas, nem queria ir.
Portanto, não se encaixa na categoria “há muito esperado”.
Muito antes pelo contrário, se a gente for considerar.
A não ser que tenham trocado meu presente, o que sempre pode acontecer.
Gosto de vir trabalhar pela beira-mar, ainda mais quando faz sol.
Se acerto o horário e vejo meu pai correndo no calçadão, o dia é de sorte.
Ontem, assisti “A festa da menina morta”.
Não sei se gostei, mas me deu uma angústia medonha.
Fim de semana, vi Intrigas de Estado e entretem.
Também assisti Sete Vidas (chorei, chorei, chorei), Dia dos Namorados Macabro (muito apropriado para sexta-feira, dia 12) e Pagando bem, que mal tem.
Cada vez tenho menos paciência e vontade de gentes.
Isso me assusta, mas muito não.
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Doamor.
Caixa de entrada. Apagar mensagens. Aí, descobri aquela sms de dezembro no celular que recebi domingo. A única que escapou. Enviada justamente pelo responsável por transferir os dados de um aparelho para outro. Suspeito assim. Achei graça e tive vontade de sair da reunião só pra telefonar e dizer que achei a coisa mais linda. Porque o amor também se fortalece nessas delicadezas. Eu acho.
Hoje tô sentindo ondas de ternura. Sem falar da saudade. Sinto muita saudade sempre. E queria que meu presente chegasse hoje e não lá pelo dia 17, nem sei quando é o dia 17. É um agrado, do jeito que me é possível fazer. Preferia estar perto no dia do aniversário e ouvir todas as histórias entre-sorrisos, porque é assim que ele me fala: entre-sorrisos. É bonito que só, é único e é eterno, não tem jeito.
Hoje tô sentindo ondas de ternura. Sem falar da saudade. Sinto muita saudade sempre. E queria que meu presente chegasse hoje e não lá pelo dia 17, nem sei quando é o dia 17. É um agrado, do jeito que me é possível fazer. Preferia estar perto no dia do aniversário e ouvir todas as histórias entre-sorrisos, porque é assim que ele me fala: entre-sorrisos. É bonito que só, é único e é eterno, não tem jeito.
Dia-a-dia-a-dia.
Enxaqueca. Dorflex, não adianta. Neosaldina, não adianta. Cafiaspirina, adianta, mas não resolve. Até saí mais cedo ontem. Vinte minutos salvadores, porque não tava mais agüentando e precisava da minha casa, da minha cama e daquela sopa gostosa que ele faz.
Difícil foi atravessar uma Agamenon-Magalhães-Domingos-Ferreira sem fim.
Tinha as duas meninas moluscolama falando que o show do Eddie foi absurdamente caro (25 reais), porque “os caras voltaram de São Paulo com o rei na barriga”.
Depois, passaram para os comentários a respeito da vida profissional: “eu dei muita sorte, porque saí do mestrado já com emprego. Passei na seleção, fiz o treinamento e fui efetivada na mesma semana. Isso não acontece sempre, né? Tô dando aula de inglês, não é a minha área, mas já é um começo”.
E eu queria não participar. Mas, era muito impossível. O mais grave é que uma delas falava “bicho”. “Bicho”, sabe? E minha cabeça doía insuportavelmente.
Depois, teve a mocinha evangélica cantarolando hinos de louvor. Atrás de mim. Talvez, fosse a minha salvação, mas é que ontem não tava dando mesmo.
E, por fim, o casal de meninas com anel combinado. Perguntei a hora pra uma e a outra me lançou um olhar fulminante. Merecia mesmo. Pra fechar o dia.
Uma hora inteira pra chegar em casa. E ainda bem que ele tava me esperando e me dengou bem muito. Mas, melhorar, não melhorei, hein? Tempos difíceis esses de TPM, gripe, enxaqueca e abstinência das delicinhas que acalmam o coração.
Domingo, Dona Helena foi almoçar lá em casa e levou a lasanha preferida. Resisti, mas passei a tarde abusada. Porque sou cheia de mimimi. Mas, ela ficou ali no sofá e eu deitei ali no colo dela e cochilei enquanto assistiam filme.
Aliás, foi só o que fiz nesse fim de semana: cochilar. Benegripe pode ser usado contra insônia, certeza. Aí, tive sonhos muito esquisitos. De acordar e não consegui contar com crises de riso e de acordar pedindo abraço, de tristeza.
Só fui ali no shopping fazer compras, numa manhã de céu azul clarinho, feito o de Fortaleza. Depois, a gente viu Mulher Invisível e riu que só. O filme é maisoumenos, mas Selton Melo sempre salva, amém.
Difícil foi atravessar uma Agamenon-Magalhães-Domingos-Ferreira sem fim.
Tinha as duas meninas moluscolama falando que o show do Eddie foi absurdamente caro (25 reais), porque “os caras voltaram de São Paulo com o rei na barriga”.
Depois, passaram para os comentários a respeito da vida profissional: “eu dei muita sorte, porque saí do mestrado já com emprego. Passei na seleção, fiz o treinamento e fui efetivada na mesma semana. Isso não acontece sempre, né? Tô dando aula de inglês, não é a minha área, mas já é um começo”.
E eu queria não participar. Mas, era muito impossível. O mais grave é que uma delas falava “bicho”. “Bicho”, sabe? E minha cabeça doía insuportavelmente.
Depois, teve a mocinha evangélica cantarolando hinos de louvor. Atrás de mim. Talvez, fosse a minha salvação, mas é que ontem não tava dando mesmo.
E, por fim, o casal de meninas com anel combinado. Perguntei a hora pra uma e a outra me lançou um olhar fulminante. Merecia mesmo. Pra fechar o dia.
Uma hora inteira pra chegar em casa. E ainda bem que ele tava me esperando e me dengou bem muito. Mas, melhorar, não melhorei, hein? Tempos difíceis esses de TPM, gripe, enxaqueca e abstinência das delicinhas que acalmam o coração.
Domingo, Dona Helena foi almoçar lá em casa e levou a lasanha preferida. Resisti, mas passei a tarde abusada. Porque sou cheia de mimimi. Mas, ela ficou ali no sofá e eu deitei ali no colo dela e cochilei enquanto assistiam filme.
Aliás, foi só o que fiz nesse fim de semana: cochilar. Benegripe pode ser usado contra insônia, certeza. Aí, tive sonhos muito esquisitos. De acordar e não consegui contar com crises de riso e de acordar pedindo abraço, de tristeza.
Só fui ali no shopping fazer compras, numa manhã de céu azul clarinho, feito o de Fortaleza. Depois, a gente viu Mulher Invisível e riu que só. O filme é maisoumenos, mas Selton Melo sempre salva, amém.
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Cansaço.
Uma dor de cabeça que não passa há três dias é uma coisa muito desesperadora. Cada vez que a glicose baixa, piora. A glicose tem baixado muitas vezes. Vou mandar e-mail pra Dra. Nutri com os últimos resultados todos e ver se ela concorda que devo diminuir a insulina de correção ou a insulina de cobertura.
Fico imaginando que esse assunto não deve interessar pra quem lê, assim como não interessa pra quem falo. Mas, não dá muito pra pensar em outra coisa. Fora gripe, né? E tpm. Ou seja, nada ajuda.
Queria ir pra casa, tomar aquela sopa gostosa que ele faz e ficar deitada na cama até melhorar. Porque tem horas que parece que não vai melhorar, sabe? É muito tempo, muito analgésico e não resolve. Melhora, mas não passa. E aí, glicose baixa de novo e tudo recomeça.
Segue a vida.
Não contei que assisti Heróis e Che, que a ex-síndica conseguiu ser extremamente irritante essa semana, que desisti de ir pro jogo do Brasil, que decidi que a minha próxima morada tem que ter uma varanda.
Fico imaginando que esse assunto não deve interessar pra quem lê, assim como não interessa pra quem falo. Mas, não dá muito pra pensar em outra coisa. Fora gripe, né? E tpm. Ou seja, nada ajuda.
Queria ir pra casa, tomar aquela sopa gostosa que ele faz e ficar deitada na cama até melhorar. Porque tem horas que parece que não vai melhorar, sabe? É muito tempo, muito analgésico e não resolve. Melhora, mas não passa. E aí, glicose baixa de novo e tudo recomeça.
Segue a vida.
Não contei que assisti Heróis e Che, que a ex-síndica conseguiu ser extremamente irritante essa semana, que desisti de ir pro jogo do Brasil, que decidi que a minha próxima morada tem que ter uma varanda.
Aff.
Fazer dieta não é fácil.
Fazer dieta e contagem de carboidratos pra saber quanto de insulina vou ter que tomar de acordo com o que comer é ainda mais complicado.
Fazer dieta e contagem de carboidratos pra saber quanto de insulina vou ter que tomar de acordo com o que comer e ainda checar quanto está a glicose naquele momento, pra somar uma insulina de correção, nem se fala...
É um teste de persistência e paciência.
Coisa que você já não tem, quando precisa abrir mão de montes de gostosuras.
Pra completar, a glicose não obedece as regrinhas matemáticas, embora eu obedeça as regrinhas da Dra. Nutri.
Mas, vamo em frente, que é preciso ter muita fé nessa vida.
Fazer dieta e contagem de carboidratos pra saber quanto de insulina vou ter que tomar de acordo com o que comer é ainda mais complicado.
Fazer dieta e contagem de carboidratos pra saber quanto de insulina vou ter que tomar de acordo com o que comer e ainda checar quanto está a glicose naquele momento, pra somar uma insulina de correção, nem se fala...
É um teste de persistência e paciência.
Coisa que você já não tem, quando precisa abrir mão de montes de gostosuras.
Pra completar, a glicose não obedece as regrinhas matemáticas, embora eu obedeça as regrinhas da Dra. Nutri.
Mas, vamo em frente, que é preciso ter muita fé nessa vida.
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
É que foi muita coisa.
Na quinta, a gente conseguiu chegar antes das sete e dez no cinema, para assistir “O Casamento de Rachel”. Só que com uma semana de atraso. O filme tinha saído de cartaz, mas esqueceram de avisar aquele site: pernambuco ponto com barra diversão.
Aí, a gente acabou vendo uma comedinha italiana, cujo nome não me recordo agora. Até gostei do filme, naquela linha entretenimento e pipoca.
Chateação foi um casal, que não era um casal, ficar conversando o tem-po-to-do. E não era baixinho não, era uma coisa mesa de bar, com gargalhadas e tudo mais.
Em determinado momento, uma senhorinha reclamou, perguntando pro rapaz, se ele podia falar mais baixo. A resposta foi: “posso não, gata”. Exatamente assim.
Pensei em chamar alguém pra falar com ele, alguém que resolvesse. Mas, acabei deixando pra lá e ficando com muita raiva da minha própria pessoa, por me incomodar e não fazer nada a respeito.
Na sexta, crise familiar alheia. E me comovi e me envolvi e voltei pra casa sentindo dor de cabeça, cansaço e desesperança.
Aí, quando cheguei, soube que tinha um escorpião no apartamento. Vivo e de verdade. Nunca tinha visto um assim de perto nessa vida.
Fiquei com medo de que se proliferasse. Fiquei com medo daquele ser um escorpião-explorador e de que, depois dele, viessem aos milhares. Mas, não. Foi um só e está preso e sobrevivendo no ex-porta-talheres.
Lá pelas dez da noite, começaram a chegar os convidados para o casamento. Sim, teve casamento naquele restaurante vizinho. Decoração com luzes verdes na parte de fora e rosas, na parte de dentro. Tinha um bolo suspenso com andares e música ao vivo. Tudo muito fino.
A noiva chegou de limosine e fez dancinha na hora de tirar fotos. Descobri que gostava dela nesse exato instante. Houve um tempo em que sonhei casar assim.
A festa foi até depois das 3:30. Sei disso, porque a essa hora, o ar-condicionado do oitavo andar despencou, levando junto o do quarto andar. Uma barulheira medonha. Parecia que era dentro de casa. Coração tiquetaqueando superacelerado. Mas. sobrevivi ao susto. Sobrevivemos todos.
É claro que as pessoas desceram. É claro que ficaram na dúvida se era o ar-condicionado só ou o prédio todo. Difícil, foi dormir depois. Mas, o cansaço me derrubou.
Sábado, teve café da manhã na padaria, que a gente tá viciado. Depois, passeio pra conhecer o novo Extrabom. Passeio é modo de dizer, né? Problema é que tava lotado e eles ainda não têm estrutura pro tanto de gente que tava lá.
Resultado: chão molhado, ar-condicionado que não dava vencimento, prateleiras vazias... ainda bem que era pouca coisa pra comprar. Tenho paciência não.
Teve encontro inesperado na volta e conversa enfadonha. Sim, tava com TPM. Sim, me chateei deveras. Mas, o almoço de Seu Carioca me alegrou o coração.
Queria ter saído à tarde, queria ter ido ao cinema, mas fiquei doente dessa mesma virose que todo mundo pegou e aí não teve jeito. Solução vou ficar vendo a preparação pro Burn Reality.
Minha gente, o que foi aquilo? Uma superestrutura jamais vista ali na vizinhança! Um dia inteiro de preparação, seguido de um dia inteiro pra desmontar tudo. E acho que nem foi tanta gente assim, hein? Quer dizer, valeu a pena, pessoal?
Mas, o fato é que quando levantei (sim, mal dormi com as buzinhas e os gritinhos e as luzes e a música) às novimeia, ainda tinha gente saindo. Copos e cigarros na mão. Alguns sapatos/sandálias também. Super elegante a rapaziada.
Um detalhe importante, é que quando ainda estava na fase de preparação, o pessoal da organização deve ter ficado em pânico com a festa que tava rolando ali no mesanino. Forró e pagote no último! E teve briga. Briga com gritos e xingamentos, toda uma movimentação. E eu acompanhando.
Aí, a gente acabou vendo uma comedinha italiana, cujo nome não me recordo agora. Até gostei do filme, naquela linha entretenimento e pipoca.
Chateação foi um casal, que não era um casal, ficar conversando o tem-po-to-do. E não era baixinho não, era uma coisa mesa de bar, com gargalhadas e tudo mais.
Em determinado momento, uma senhorinha reclamou, perguntando pro rapaz, se ele podia falar mais baixo. A resposta foi: “posso não, gata”. Exatamente assim.
Pensei em chamar alguém pra falar com ele, alguém que resolvesse. Mas, acabei deixando pra lá e ficando com muita raiva da minha própria pessoa, por me incomodar e não fazer nada a respeito.
Na sexta, crise familiar alheia. E me comovi e me envolvi e voltei pra casa sentindo dor de cabeça, cansaço e desesperança.
Aí, quando cheguei, soube que tinha um escorpião no apartamento. Vivo e de verdade. Nunca tinha visto um assim de perto nessa vida.
Fiquei com medo de que se proliferasse. Fiquei com medo daquele ser um escorpião-explorador e de que, depois dele, viessem aos milhares. Mas, não. Foi um só e está preso e sobrevivendo no ex-porta-talheres.
Lá pelas dez da noite, começaram a chegar os convidados para o casamento. Sim, teve casamento naquele restaurante vizinho. Decoração com luzes verdes na parte de fora e rosas, na parte de dentro. Tinha um bolo suspenso com andares e música ao vivo. Tudo muito fino.
A noiva chegou de limosine e fez dancinha na hora de tirar fotos. Descobri que gostava dela nesse exato instante. Houve um tempo em que sonhei casar assim.
A festa foi até depois das 3:30. Sei disso, porque a essa hora, o ar-condicionado do oitavo andar despencou, levando junto o do quarto andar. Uma barulheira medonha. Parecia que era dentro de casa. Coração tiquetaqueando superacelerado. Mas. sobrevivi ao susto. Sobrevivemos todos.
É claro que as pessoas desceram. É claro que ficaram na dúvida se era o ar-condicionado só ou o prédio todo. Difícil, foi dormir depois. Mas, o cansaço me derrubou.
Sábado, teve café da manhã na padaria, que a gente tá viciado. Depois, passeio pra conhecer o novo Extrabom. Passeio é modo de dizer, né? Problema é que tava lotado e eles ainda não têm estrutura pro tanto de gente que tava lá.
Resultado: chão molhado, ar-condicionado que não dava vencimento, prateleiras vazias... ainda bem que era pouca coisa pra comprar. Tenho paciência não.
Teve encontro inesperado na volta e conversa enfadonha. Sim, tava com TPM. Sim, me chateei deveras. Mas, o almoço de Seu Carioca me alegrou o coração.
Queria ter saído à tarde, queria ter ido ao cinema, mas fiquei doente dessa mesma virose que todo mundo pegou e aí não teve jeito. Solução vou ficar vendo a preparação pro Burn Reality.
Minha gente, o que foi aquilo? Uma superestrutura jamais vista ali na vizinhança! Um dia inteiro de preparação, seguido de um dia inteiro pra desmontar tudo. E acho que nem foi tanta gente assim, hein? Quer dizer, valeu a pena, pessoal?
Mas, o fato é que quando levantei (sim, mal dormi com as buzinhas e os gritinhos e as luzes e a música) às novimeia, ainda tinha gente saindo. Copos e cigarros na mão. Alguns sapatos/sandálias também. Super elegante a rapaziada.
Um detalhe importante, é que quando ainda estava na fase de preparação, o pessoal da organização deve ter ficado em pânico com a festa que tava rolando ali no mesanino. Forró e pagote no último! E teve briga. Briga com gritos e xingamentos, toda uma movimentação. E eu acompanhando.
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Hoje é dia.
Hoje é dia de médica e não tô nervosa. Quase nem pensei nisso ontem, dormi a noite inteira e não acordei morrendo de medo e angústia. Talvez, as coisas tenham mudado. Talvez, não.
Muita esperança nessa doutora especializada em nutrição e diabetes. Assim, as duas coisas juntas de uma vez. Como diria o senhorzinho da academia: agora vai.
Quer dizer, hoje me sinto assim. Agora, que é antes da hora. Depois, não sei. Depois, acontece tanta coisa, que esse sentimento positivo acaba escapulindo.
Mas, não vou pensar nisso não. Aliás, melhor nem pensar nessa consulta de mais tarde, que é pra ansiedade não dar as caras.
E chove. Trouxe a minha sombrinha vermelha e muita vontade de sol. Dia cinza não combina com o monte de coisa que tenho pra fazer.
Muita esperança nessa doutora especializada em nutrição e diabetes. Assim, as duas coisas juntas de uma vez. Como diria o senhorzinho da academia: agora vai.
Quer dizer, hoje me sinto assim. Agora, que é antes da hora. Depois, não sei. Depois, acontece tanta coisa, que esse sentimento positivo acaba escapulindo.
Mas, não vou pensar nisso não. Aliás, melhor nem pensar nessa consulta de mais tarde, que é pra ansiedade não dar as caras.
E chove. Trouxe a minha sombrinha vermelha e muita vontade de sol. Dia cinza não combina com o monte de coisa que tenho pra fazer.
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Foi assim.
Quando a gente acorda cedo, o dia parece mais longo.
Sábado foi assim e teve café na padaria e supermercado vazio.
Foi a melhor coisa ter saído de casa antes da setimeia.
Na volta, “O Leitor” e “Sim Senhor”.
Gostei mais do primeiro.
Almoço de Seu Carioca, total de delícia e “Anjos e demônios” no Multiplex Recife 9.
Sou muito contra mudarem a historinha do livro.
E ficava dizendo a ele: no livro não era assim, no livro era assado.
Deve ter sido muito chato, mas também era muito inevitável.
Engraçado foi que todo mundo resolveu ir pro shopping também.
Até Elba Ramalho, que tomou café com a gente ali na São Braz e que mulher cheirosa!
É claro que teve aquele seriado de menininhas pra completar e é claro que ele não gostou, mas ficou ali me dando apoio moral.
Domingo, foi dia de preguiça, apesar do sol.
À tarde, a gente foi assistir o jogo do Náutico em família.
E foi a coisa mais querida ver pai & irmão na varanda me esperando.
Jogo rolando na televisão e era eu que eles queriam ver.
Até tropecei emocionada.
3 x 2 de virada e acho que semana que vem vou ver o jogo no estádio.
Pela primeira vez em toda uma vida.
Ainda deu tempo de assistir "Budapeste".
Não gostei do filme, mas a pipoca tava uma delícia.
Sábado foi assim e teve café na padaria e supermercado vazio.
Foi a melhor coisa ter saído de casa antes da setimeia.
Na volta, “O Leitor” e “Sim Senhor”.
Gostei mais do primeiro.
Almoço de Seu Carioca, total de delícia e “Anjos e demônios” no Multiplex Recife 9.
Sou muito contra mudarem a historinha do livro.
E ficava dizendo a ele: no livro não era assim, no livro era assado.
Deve ter sido muito chato, mas também era muito inevitável.
Engraçado foi que todo mundo resolveu ir pro shopping também.
Até Elba Ramalho, que tomou café com a gente ali na São Braz e que mulher cheirosa!
É claro que teve aquele seriado de menininhas pra completar e é claro que ele não gostou, mas ficou ali me dando apoio moral.
Domingo, foi dia de preguiça, apesar do sol.
À tarde, a gente foi assistir o jogo do Náutico em família.
E foi a coisa mais querida ver pai & irmão na varanda me esperando.
Jogo rolando na televisão e era eu que eles queriam ver.
Até tropecei emocionada.
3 x 2 de virada e acho que semana que vem vou ver o jogo no estádio.
Pela primeira vez em toda uma vida.
Ainda deu tempo de assistir "Budapeste".
Não gostei do filme, mas a pipoca tava uma delícia.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Lo que pasa és...
Depois de 17 dias, é muito necessário conversar até duastrês da manhã.
Mesmo tendo que acordar antes das sete na manhã seguinte.
Mas, se o dia seguinte é uma sexta-feira, estamos todos salvos, amém.
Basta passar esse tempo fora pra tudo ficar com cheiro de guardado, pra tudo me deixar espirrando e tossindo.
Preciso dar um banho em Rafa, só não sei se Rafa pode tomar banho.
Ouvi Carlinho correndo no andar de cima e me senti em casa.
Precisamos fazer supermercado, mas a chuva não dá trégua.
Nem lá, nem aqui.
Queria ir embora cedo, queria ir de carona, queria que o trânsito não estivesse impossível e, finalmente, queria a moça do milho verde estivesse ali na esquina.
Muito pouco provável, ela que não é besta de trabalhar na chuva.
Hoje, todo mundo devia ter ficado em casa.
Dormindo. Dormindo ou.
Mesmo tendo que acordar antes das sete na manhã seguinte.
Mas, se o dia seguinte é uma sexta-feira, estamos todos salvos, amém.
Basta passar esse tempo fora pra tudo ficar com cheiro de guardado, pra tudo me deixar espirrando e tossindo.
Preciso dar um banho em Rafa, só não sei se Rafa pode tomar banho.
Ouvi Carlinho correndo no andar de cima e me senti em casa.
Precisamos fazer supermercado, mas a chuva não dá trégua.
Nem lá, nem aqui.
Queria ir embora cedo, queria ir de carona, queria que o trânsito não estivesse impossível e, finalmente, queria a moça do milho verde estivesse ali na esquina.
Muito pouco provável, ela que não é besta de trabalhar na chuva.
Hoje, todo mundo devia ter ficado em casa.
Dormindo. Dormindo ou.
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
E mais.
Depois de meses de cor de rosa e branco e bege clarinho, pintei as unhas de carmim.
Juli, a manicure, perguntou se eu tava feliz hoje.
Tô, quer dizer, eu tô mesmo quando não pinto as unhas de vermelho.
Mas, fiquei matutando. Porque esse não é um dia qualquer. Dia de Aeroporto nunca é um dia qualquer.
Tava ainda agora passando muito mal, com dor de cabeça, de estômago, suando frio e enjoada.
Quando falo de ansiedade matadora, não é figura de linguagem.
Malas ali na cama, malas é modo de dizer.
Sempre volto levando mais coisas do que trouxe e isso me dá muito trabalho e agonia.
Como se precisasse desse adicional.
Celular vibra e fico sabendo que preciso sair já, já.
Tá, nem é tão já, já assim, mas já não consigo mais me concentrar.
Tchau, pra quem fica.
Juli, a manicure, perguntou se eu tava feliz hoje.
Tô, quer dizer, eu tô mesmo quando não pinto as unhas de vermelho.
Mas, fiquei matutando. Porque esse não é um dia qualquer. Dia de Aeroporto nunca é um dia qualquer.
Tava ainda agora passando muito mal, com dor de cabeça, de estômago, suando frio e enjoada.
Quando falo de ansiedade matadora, não é figura de linguagem.
Malas ali na cama, malas é modo de dizer.
Sempre volto levando mais coisas do que trouxe e isso me dá muito trabalho e agonia.
Como se precisasse desse adicional.
Celular vibra e fico sabendo que preciso sair já, já.
Tá, nem é tão já, já assim, mas já não consigo mais me concentrar.
Tchau, pra quem fica.
Diarices.
Ando sem paciência.
Acho feio gente querendo aparecer, fazendo o que não precisa e deixando de lado o que é necessário de verdade.
Queria pedir pra ela deixar de me perguntar tudo, o tempo todo. Mas, não posso. Aí, sou chata. E a verdade é que quase não me importo.
Hoje, mais um avião vai cruzar os céus do Brasil, de Fortaleza para Recife.
Mudo de casa de novo. Justo quando já estava muito acostumada e acomodada. Mas, não acho ruim de todo, porque a rotina é matadora e o fato da pessoa não estar sempre ali, faz com que se valorize o tempo de estar perto. Por outro lado, as mudanças me assustam e fico nervosa e ansiosa, sinto enjôo e dor de cabeça.
É bom assistir aquele seriado cheio de dramas com meu irmão. É engraçado como ele se envolve e se coloca na situação. Aí, comenta e se entusiasma e sente raiva e reclama. Acho graça e tenho vontade de abraçá-lo e dizer que vai ficar tudo bem, porque sempre fica tudo bem.
Não tenho conseguido ler, nem aquele livro policial cheio de suspense.
Tem montes de filmes que quero assistir. Mas, as filas não me deixam. Queria ter cartão de débito pra comprar naquela maquininha do Multiplex.
Chove e faz sol de um jeito doido. O tempo tá doido que nem a gente.
Tenho dormido mal.
Acho feio gente querendo aparecer, fazendo o que não precisa e deixando de lado o que é necessário de verdade.
Queria pedir pra ela deixar de me perguntar tudo, o tempo todo. Mas, não posso. Aí, sou chata. E a verdade é que quase não me importo.
Hoje, mais um avião vai cruzar os céus do Brasil, de Fortaleza para Recife.
Mudo de casa de novo. Justo quando já estava muito acostumada e acomodada. Mas, não acho ruim de todo, porque a rotina é matadora e o fato da pessoa não estar sempre ali, faz com que se valorize o tempo de estar perto. Por outro lado, as mudanças me assustam e fico nervosa e ansiosa, sinto enjôo e dor de cabeça.
É bom assistir aquele seriado cheio de dramas com meu irmão. É engraçado como ele se envolve e se coloca na situação. Aí, comenta e se entusiasma e sente raiva e reclama. Acho graça e tenho vontade de abraçá-lo e dizer que vai ficar tudo bem, porque sempre fica tudo bem.
Não tenho conseguido ler, nem aquele livro policial cheio de suspense.
Tem montes de filmes que quero assistir. Mas, as filas não me deixam. Queria ter cartão de débito pra comprar naquela maquininha do Multiplex.
Chove e faz sol de um jeito doido. O tempo tá doido que nem a gente.
Tenho dormido mal.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
É que a gente nunca sabe.
Ela perguntou como é que eu tive certeza de que aquela escolha era a mais acertada. Respondi que nunca tive, que não tenho até agora. Porque tem coisas que a gente, simplesmente, não sabe. Decidi ali na tentativa de fazer o melhor e fui. Com fé. Sim, fé e não certeza. Vontade que desse certo. Ou, de pelo menos, que não fosse motivo para me arrepender para todo & sempre. Em alguns momentos, deu certo. Noutros, me arrependi para todo & sempre. Agora, acho que me conformei e que é assim e pronto, não tem mais volta e tudo bem. Tudo bem, de um jeito ou de outro, que a vida e o tempo consertam as coisas.
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Santiago.
Foi lá no Dragão do Mar, em Fortaleza, que assisti Santiago. Quando terminou, a gente sentou ali na pracinha e comecei a chorar. Na verdade, comecei a chorar no final do filme e não parei mais até chegar ao pranto desconsolado.
Ele me abraçou, me deu pipoca doce, ficou me olhando espantado tentando entender e perguntando porquê. Mas, como é que eu podia explicar? Era por mim, por Santiago, pela saudade, mas principalmente pelo descaso que a gente tem para com o Outro.
Santiago passa o filme todo falando da aristocracia que tanto admira. Mostra seu arquivo ginatesco de notas sobre personalidades e nobres do mundo inteiro. O trabalho de uma vida. De uma delicadeza inexplicável. De uma beleza que, talvez, só ele conseguisse enxergar.
E o filme é sobre isso. Santiago inserido naquele contexto. Mas, quando já tava terminando, no finzinho mesmo, ele quis falar alguma coisa que era importante pra ele, só pra ele - não para o filme, nem para o diretor - não deixaram. O tempo já estava estourado e não havia espaço pra Santiago dizer o que queria. Ele que era motivo e nome do filme, mas não era.
Me aperta o peito até hoje.
Ele me abraçou, me deu pipoca doce, ficou me olhando espantado tentando entender e perguntando porquê. Mas, como é que eu podia explicar? Era por mim, por Santiago, pela saudade, mas principalmente pelo descaso que a gente tem para com o Outro.
Santiago passa o filme todo falando da aristocracia que tanto admira. Mostra seu arquivo ginatesco de notas sobre personalidades e nobres do mundo inteiro. O trabalho de uma vida. De uma delicadeza inexplicável. De uma beleza que, talvez, só ele conseguisse enxergar.
E o filme é sobre isso. Santiago inserido naquele contexto. Mas, quando já tava terminando, no finzinho mesmo, ele quis falar alguma coisa que era importante pra ele, só pra ele - não para o filme, nem para o diretor - não deixaram. O tempo já estava estourado e não havia espaço pra Santiago dizer o que queria. Ele que era motivo e nome do filme, mas não era.
Me aperta o peito até hoje.
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Foi muito chato.
Foi muito chato chegar lá e não saber pra onde ir. Ficar de um lado pra outro, perguntando às pessoas como encontrar a médica que estava procurando: tenho uma consulta com essa médica aqui, ó, endocrinologista. Onde é, hein?
Cada um que me mandasse pra um canto, difícil era acertar o canto certo. Só depois de ir ali naquela porta de pré-consulta, ali naquela porta de alumínio, lá dentro, lá fora, encontrei um balcão onde me perguntaram se a consulta estava MESMO marcada. Bom, me disseram pra vir aqui hoje, porque tinha uma consulta com Dra. Fulana de Tal às 13h. Mostrei o meu numerinho, porque eu tenho um numerinho de lá (que inclusive colaram na minha RG e que vou tirar já, já). A moça do balcão me explicou que isso não queria dizer muita coisa... O certo mesmo era confirmar na recepção.
Nesse mesmo balcão, um senhorzinho queria saber se os exames que tinha feito em março, já estavam prontos. Não, agora é que estão chegando os de fevereiro. Fevereiro, minha gente. Três meses atrás. Dependendo do exame, nem serve mais. Como é que pode, hein?
Aí, foi outra luta pra encontrar a recepção, porque não existem placas indicativas. Finalmente, descobri que a recepção ficava onde se lia OFTALMOLOGIA e sim, eu tinha uma consulta marcada. Voltei pra moça do balcão que me disse pra sentar nas cadeirinhas e esperar que a enfermeira ia chamar os pacientes para a Dra. Fulana. Ok.
De repente, um tumulto do outro lado. Era a enfermeira dizendo que os pacientes da Dra Fulana e de Dra. Sicrana, tinham que se dirigir para o outro corredor, porque não ia ter furação e elas iam atender nos consultórios 4 e 6. Furação é medição de glicose. Fiquei com muita pena das pessoas que só fazem isso de mês em mês, quando vão lá, e que vão ter que esperar até junho.
Descobri que tinha que fazer um prontuário justamente na hora em que ia ser atendida pela médica, porque não viram que era a minha primeira vez ali enquanto ainda estava esperando no corredor dos consultórios 4 e 6, onde o calor é de matar. Não, eu nunca vim aqui. Não, nenhum atendimento. Pra nada, nenhuma vez.
E onde diabos se faz esse prontuário, né? Perguntando a um e a outro, até chegar numa salinha onde uma senhora muito atrapalhada tentava salvar as informações de um paciente no computador. Porque não era dali, porque a pessoa faltou, porque queria se trancar na sala dela e ficar lá. Por mim, tudo bem. Desde que alguém fizesse meu prontuário.
Na minha vez, o mesmo problema e ela reclamando que tinha que atender os pacientes numa sala cheia de gente com conjuntivite e que era um surto e que já tava sentindo o olho coçar e ia ali lavar a mão. Espero, querida, tem problema não. Vai lá. Na volta, todo um problema, porque ela só conseguia ir pra agenda de marcações e não simplesmente salvar os meus dados onde eles deviam ficar.
No desse salva-não-salva, chegou uma moça querendo saber como pegar o exame do coração que a mãe dela fez. A atendente explicou que os exames não saiam, ficavam no prontuário. Então, a moça perguntou se o médico que ia atender a mãe dela ia ver os exames. A atendente pegou a fichinha e disse que não, que o médico em questão era um oftalmologista e quem ia ver esse exame era um cardio. E a moça insistia, que se o exame estava no prontuário, não custava nada o médico dar uma olhada. O oftalmologista, claro. Um eco. Certo.
Voltei pro corredor dos consultórios 4 e 6 e esperei. A Dra. Fulana não escondeu todo o seu cansaço, nem falta de entusiasmo. Expliquei porque estava ali e comentei que também tinha ido para conhecê-la, já que estava querendo mudar de médica. Perguntou quem era a minha médica, respondi e ela me disse que era uma profissional muito competente e muito sua amiga. Então tá.
Acho que ficou zangada e quis acabar o mais rápido possível com aquilo tudo. Eu também. Porque a minha opinião, como paciente, não é muito semelhante a dela. Ao final, disse que me sentise a vontade para procurá-la no consultório se realmente quisesse mudar de médica. Quero sim, mas não vou procurá-la.
Fui lá na farmácia, entreguei a receita que a Dra. Fulana me deu e descobri que só fornecem a insulina mais baratinha e X tirinhas por mês, quando uso 8 vezes mais. E para pegar esse material, tenho que ir lá todo mês, das 08 às 10h. Mas, melhor chegar antes, porque é muita gente. Acredito. Porque nos 20 minutos que passei esperando, o atendimento foi do número 498 para o 506 e o meu ainda era 559. Só que eu tinha que voltar pora agência, né? Chefe já tinha me ligado duas vezes e eu tava me sentindo exausta. De verdade.
A única coisa boa disso tudo foi saber que não preciso voltar lá, que ainda tenho essa opção. Deus conserve.
Cada um que me mandasse pra um canto, difícil era acertar o canto certo. Só depois de ir ali naquela porta de pré-consulta, ali naquela porta de alumínio, lá dentro, lá fora, encontrei um balcão onde me perguntaram se a consulta estava MESMO marcada. Bom, me disseram pra vir aqui hoje, porque tinha uma consulta com Dra. Fulana de Tal às 13h. Mostrei o meu numerinho, porque eu tenho um numerinho de lá (que inclusive colaram na minha RG e que vou tirar já, já). A moça do balcão me explicou que isso não queria dizer muita coisa... O certo mesmo era confirmar na recepção.
Nesse mesmo balcão, um senhorzinho queria saber se os exames que tinha feito em março, já estavam prontos. Não, agora é que estão chegando os de fevereiro. Fevereiro, minha gente. Três meses atrás. Dependendo do exame, nem serve mais. Como é que pode, hein?
Aí, foi outra luta pra encontrar a recepção, porque não existem placas indicativas. Finalmente, descobri que a recepção ficava onde se lia OFTALMOLOGIA e sim, eu tinha uma consulta marcada. Voltei pra moça do balcão que me disse pra sentar nas cadeirinhas e esperar que a enfermeira ia chamar os pacientes para a Dra. Fulana. Ok.
De repente, um tumulto do outro lado. Era a enfermeira dizendo que os pacientes da Dra Fulana e de Dra. Sicrana, tinham que se dirigir para o outro corredor, porque não ia ter furação e elas iam atender nos consultórios 4 e 6. Furação é medição de glicose. Fiquei com muita pena das pessoas que só fazem isso de mês em mês, quando vão lá, e que vão ter que esperar até junho.
Descobri que tinha que fazer um prontuário justamente na hora em que ia ser atendida pela médica, porque não viram que era a minha primeira vez ali enquanto ainda estava esperando no corredor dos consultórios 4 e 6, onde o calor é de matar. Não, eu nunca vim aqui. Não, nenhum atendimento. Pra nada, nenhuma vez.
E onde diabos se faz esse prontuário, né? Perguntando a um e a outro, até chegar numa salinha onde uma senhora muito atrapalhada tentava salvar as informações de um paciente no computador. Porque não era dali, porque a pessoa faltou, porque queria se trancar na sala dela e ficar lá. Por mim, tudo bem. Desde que alguém fizesse meu prontuário.
Na minha vez, o mesmo problema e ela reclamando que tinha que atender os pacientes numa sala cheia de gente com conjuntivite e que era um surto e que já tava sentindo o olho coçar e ia ali lavar a mão. Espero, querida, tem problema não. Vai lá. Na volta, todo um problema, porque ela só conseguia ir pra agenda de marcações e não simplesmente salvar os meus dados onde eles deviam ficar.
No desse salva-não-salva, chegou uma moça querendo saber como pegar o exame do coração que a mãe dela fez. A atendente explicou que os exames não saiam, ficavam no prontuário. Então, a moça perguntou se o médico que ia atender a mãe dela ia ver os exames. A atendente pegou a fichinha e disse que não, que o médico em questão era um oftalmologista e quem ia ver esse exame era um cardio. E a moça insistia, que se o exame estava no prontuário, não custava nada o médico dar uma olhada. O oftalmologista, claro. Um eco. Certo.
Voltei pro corredor dos consultórios 4 e 6 e esperei. A Dra. Fulana não escondeu todo o seu cansaço, nem falta de entusiasmo. Expliquei porque estava ali e comentei que também tinha ido para conhecê-la, já que estava querendo mudar de médica. Perguntou quem era a minha médica, respondi e ela me disse que era uma profissional muito competente e muito sua amiga. Então tá.
Acho que ficou zangada e quis acabar o mais rápido possível com aquilo tudo. Eu também. Porque a minha opinião, como paciente, não é muito semelhante a dela. Ao final, disse que me sentise a vontade para procurá-la no consultório se realmente quisesse mudar de médica. Quero sim, mas não vou procurá-la.
Fui lá na farmácia, entreguei a receita que a Dra. Fulana me deu e descobri que só fornecem a insulina mais baratinha e X tirinhas por mês, quando uso 8 vezes mais. E para pegar esse material, tenho que ir lá todo mês, das 08 às 10h. Mas, melhor chegar antes, porque é muita gente. Acredito. Porque nos 20 minutos que passei esperando, o atendimento foi do número 498 para o 506 e o meu ainda era 559. Só que eu tinha que voltar pora agência, né? Chefe já tinha me ligado duas vezes e eu tava me sentindo exausta. De verdade.
A única coisa boa disso tudo foi saber que não preciso voltar lá, que ainda tenho essa opção. Deus conserve.
Ai, ai.
Fico tentando me convencer que não é nada demais, que não vai doer, nem nada. Mas, eu mesma não acredito. Porque é sempre um atropelo e sempre dói. Há 15 anos, dói. Aí, eles me dizem que é besteira, que deixe disso, que tente acalmar o coração. Tentar, eu tento. Conseguir, não consigo.
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Do tempo.
Meu pai ligou dizendo que viu as fotos da gente pequeno e ficou morrendo de saudade. Disse que naquele tempo, pra deixar a gente feliz, era só dar um passeio de fusca. Porque a gente não tinha as preocupações, tristezas e mágoas de hoje. Essas coisas do tempo. Erámos dois coraçõezinhos cheios de entusiasmo. E o que ele queria era poder fazer com que a gente sentisse a mesma alegria de antes. Mas, acha que dar voltas de carro não vai adiantar. Porque não é mais tão simples. Os desejos e as expectativas são maiores. O que talvez ele não saiba é que a admiração também cresceu com a gente. E que quando ele telefona dizendo essas coisas todas, tenho de novo 6 anos e seguro a mão dele cheia de orgulho e do maior amor desse mundo.
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Há um desentendimento que não sei explicar.
Mas, acontece de querer falar e saber que vão entender de um jeito diferente, assim como entendo de um jeito diferente quando me falam. É ruim e faz a pessoa se sentir muito, muito só. Acho que é TPM, porque não sou assim tão complicada, não o tempo todo. Fora o cansaço. Dias longos e cheios, sem recompensa no final. Estar lá tem sido cada vez mais difícil.
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Do lado de cá.
Dei a ele um livro bonito, vermelho. Um livro sério, labirinto da solidão. Assim, se nomeia e qualifica o presente.
Sinto saudades delas como imagino, delas que só existem naquilo que invento. Quando vi, ouvi e toquei, não encontrei o que procurava, mas continuo buscando. Mesmo sabendo que são o lugar errado.
Fiquei ouvindo aquele moço falar da poesia que é ser artista e me espantando. Penso que cada um de nós tem a sua magia: o artista e também o engenheiro, o professor, o agricultor, o pescador, o médico, o seja-lá-o-que-for.
Segunda-feira, mais um avião vai cruzar os céus do Brasil, de Recife para Fortaleza. Depois de quase três meses. Aí, vai ser esperar 19 dias. 19. Que passem depressa.
Sinto saudades delas como imagino, delas que só existem naquilo que invento. Quando vi, ouvi e toquei, não encontrei o que procurava, mas continuo buscando. Mesmo sabendo que são o lugar errado.
Fiquei ouvindo aquele moço falar da poesia que é ser artista e me espantando. Penso que cada um de nós tem a sua magia: o artista e também o engenheiro, o professor, o agricultor, o pescador, o médico, o seja-lá-o-que-for.
Segunda-feira, mais um avião vai cruzar os céus do Brasil, de Recife para Fortaleza. Depois de quase três meses. Aí, vai ser esperar 19 dias. 19. Que passem depressa.
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Doendo, doendo.
Tive a impressão de nunca ter visto uma tristeza tão grande.
E isso me doeu mais que qualquer palavra, apesar de ter ouvido as mais difícieis.
Não entendo desse desespero que não vem acompanhado das catástrofes.
Alcanço a tristeza, a agonia, a angústia.
O desespero não.
E isso me doeu mais que qualquer palavra, apesar de ter ouvido as mais difícieis.
Não entendo desse desespero que não vem acompanhado das catástrofes.
Alcanço a tristeza, a agonia, a angústia.
O desespero não.
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Dos dias.
Ganhei uma bolsa cheia dos espirais que desenho nas esperas, só que coloridos, de um jeito bonito demais. Tem gente que me adivinha de tal forma, que me espanta.
Recebi um e-mail do gmail, dizendo que a minha conta de brizamendez foi criada, en español. Quem é Briza Mendez, afinal? Acho que é paraguaia.
Mais um avião vai cruzar os céus do Brasil nesta sexta-feira, de Brasília para Recife. E eu fico nervosa e ansiosa. Pensando se vai dar tempo e querendo muito que sim, pra olhar, cheirar e abraçar. Ver o sorriso e ouvir a voz de perto, porque é assim que a vida deve ser, perto.
Terminei o livro de aventura e não tenho nada pra ler, apesar das possibilidades todas ali me esperando. Chegaram os Macanudos, 3 e 4. O 5 não acharam.
E já assisti Wolverine, hein? Ainda não finalizando, mas já bom que só. Sou super contra assistir filmes desse tipo sem ser no cinema, mas não pude resistir. Feriado, nada pra fazer e o DVD ali na minha bolsa. Tinha como? Não tinha.
Recebi um e-mail do gmail, dizendo que a minha conta de brizamendez foi criada, en español. Quem é Briza Mendez, afinal? Acho que é paraguaia.
Mais um avião vai cruzar os céus do Brasil nesta sexta-feira, de Brasília para Recife. E eu fico nervosa e ansiosa. Pensando se vai dar tempo e querendo muito que sim, pra olhar, cheirar e abraçar. Ver o sorriso e ouvir a voz de perto, porque é assim que a vida deve ser, perto.
Terminei o livro de aventura e não tenho nada pra ler, apesar das possibilidades todas ali me esperando. Chegaram os Macanudos, 3 e 4. O 5 não acharam.
E já assisti Wolverine, hein? Ainda não finalizando, mas já bom que só. Sou super contra assistir filmes desse tipo sem ser no cinema, mas não pude resistir. Feriado, nada pra fazer e o DVD ali na minha bolsa. Tinha como? Não tinha.
Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Entenda.
Não é que eu queira fugir dos problemas, é só que não quero lidar com eles. Talvez, nem possa. Só que tudo me fala, me mostra, me lembra. O-tem-po-to-do. Sem descanso. E tenho me sentido exausta. E tenho me sentindo exausta há quinze anos. É tempo demais. É pesado demais. Problema é não poder dividir a responsabilidade com ninguém. É ser só eu comigo mesma. Numa luta que me sinto perdendo desde que começou.
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Mimimis.
O moço na cadeira de rodas não deixa ninguém passar. Deve ser muito chato viver numa cadeira de rodas, mas as pessoas precisam passar. Ele não se move, nem um milímetro, pra facilitar. Acho que ninguém facilita nada pra ele, nunca. Só pode.
Chove-faz-sol-chove-de-novo. Gosto-desgosto-gosto-de-novo do livro que estou lendo. Desses bestas, de aventura. Muitas páginas antes de dormir, porque ando sem muita vontade de televisão. Ou me deito no sofá novo com a manta nova e espero o sono chegar. De um jeito ou de outro, acordo cansada como se tivesse acabado de ir dormir e os dias se arrastam.
Há anos pinto o cabelo no mesmo salão, há meses com a mesma cabeleireira e, vezenquando, acontece dela errar a cor. Resultado: red-ultra-power e vontade de chorar. E, definitivamente, não adianta pintar o cabelo uma segunda vez pra tentar deixar o vermelho menos vermelho. Certas cores resistem. Mas, isso foi ontem. Hoje, acostumei. Quase acho bonito, quase.
Dois dias de trabalho sem tanto trabalho e é um respiro em meio a correria de sempre. Se não fosse essa dor de cabeça que não passa. Se não fosse esse aperto no peito que não passa. Estaria bem. Estou bem. Mas, é uma tranquilidade esquisita, conformada a contragosto. Vai entender. Vai me entender.
Chove-faz-sol-chove-de-novo. Gosto-desgosto-gosto-de-novo do livro que estou lendo. Desses bestas, de aventura. Muitas páginas antes de dormir, porque ando sem muita vontade de televisão. Ou me deito no sofá novo com a manta nova e espero o sono chegar. De um jeito ou de outro, acordo cansada como se tivesse acabado de ir dormir e os dias se arrastam.
Há anos pinto o cabelo no mesmo salão, há meses com a mesma cabeleireira e, vezenquando, acontece dela errar a cor. Resultado: red-ultra-power e vontade de chorar. E, definitivamente, não adianta pintar o cabelo uma segunda vez pra tentar deixar o vermelho menos vermelho. Certas cores resistem. Mas, isso foi ontem. Hoje, acostumei. Quase acho bonito, quase.
Dois dias de trabalho sem tanto trabalho e é um respiro em meio a correria de sempre. Se não fosse essa dor de cabeça que não passa. Se não fosse esse aperto no peito que não passa. Estaria bem. Estou bem. Mas, é uma tranquilidade esquisita, conformada a contragosto. Vai entender. Vai me entender.
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Rotina.
Tem Carlinho, o basset que mora no andar de cima. Ouço os passinhos dele pela casa durante à noite, quando o barulho do trânsito diminui. Sábado, descobri que tem olhos claros. Descobri também que é o dono dele que fuma em cima da minha janela. O culpado pelas cinzas no meu chão e pelo cheiro de fumaça na minha sala.
Na área de serviço, tem um fosso comum. Dá pra ouvir as conversas, as discussões, as risadas, as crises de choro, as gritarias e o melhor: a trilha sonora do domingo. Tem gente que ouve rádio, gente que ouve CD e gente que canta mesmo. Adoro. O problema é quando as roupas estão secando no final da manhã, fica tudo com cheiro do almoço do vizinho.
O elevador de serviço gosta do quarto andar. A gente entra, aperta no P de térreo e ele sobe. Depois, para novamente no terceiro e só então desce. Semana passada, tentamos driblar essa engenharia. Deixamos o elevador parar no terceiro, subir até o quarto e voltar para o terceiro. Aí, entramos. Só que ao invés de descer, como era esperado, o elevador foi de novo para o quarto e repetiu to-do-o-pro-ces-so, não se deixando ludibriar por seres humanos que se acham mais espertos do que realmente são. Rá.
Na área de serviço, tem um fosso comum. Dá pra ouvir as conversas, as discussões, as risadas, as crises de choro, as gritarias e o melhor: a trilha sonora do domingo. Tem gente que ouve rádio, gente que ouve CD e gente que canta mesmo. Adoro. O problema é quando as roupas estão secando no final da manhã, fica tudo com cheiro do almoço do vizinho.
O elevador de serviço gosta do quarto andar. A gente entra, aperta no P de térreo e ele sobe. Depois, para novamente no terceiro e só então desce. Semana passada, tentamos driblar essa engenharia. Deixamos o elevador parar no terceiro, subir até o quarto e voltar para o terceiro. Aí, entramos. Só que ao invés de descer, como era esperado, o elevador foi de novo para o quarto e repetiu to-do-o-pro-ces-so, não se deixando ludibriar por seres humanos que se acham mais espertos do que realmente são. Rá.
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