Mesmo quando só durmo cinco horas, meu estômago dói e a viagem pra aquela praia fica pra depois.
O céu tá nublado.
Pela janela, entra um ventinho bom, frio.
Converso com o moço lá em Brasília e penso no futuro.
No futuro prático, que inclui trabalho, dinheiro e contas a pagar.
Fico ansiosa, tenho muita fome, nenhum sono.
É sempre muita vida e muito pouco tempo.
Mas, é sábado e tudo sempre dá certo.
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O que eu desejo.
Desejo que haja cumplicidade.
Que o entendimento aconteça no olhar.
Que as palavras sejam estilingues e não pedras.
Desejo que haja tolerância e muita paciência.
Que os defeitos de um, não machuquem o outro.
Que as qualidades de um, não ofusquem o outro.
Desejo que o tempo seja generoso
Que os dias passem em paz.
Que as noites sejam de festa.
Desejo que a a rotina não seja cruel
Que a paixão seja sempre descoberta.
Que o abraço seja sempre conforto.
Desejo que as vontades caminhem de mãos dadas
Que as diferenças e distâncias só sirvam para aproximar.
E que a fé no amor, seja salvação para todos os dias.
Que o entendimento aconteça no olhar.
Que as palavras sejam estilingues e não pedras.
Desejo que haja tolerância e muita paciência.
Que os defeitos de um, não machuquem o outro.
Que as qualidades de um, não ofusquem o outro.
Desejo que o tempo seja generoso
Que os dias passem em paz.
Que as noites sejam de festa.
Desejo que a a rotina não seja cruel
Que a paixão seja sempre descoberta.
Que o abraço seja sempre conforto.
Desejo que as vontades caminhem de mãos dadas
Que as diferenças e distâncias só sirvam para aproximar.
E que a fé no amor, seja salvação para todos os dias.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Na queda.
O coração acelera do susto e o corpo esquenta. A dor só vem depois. A pele arranhada, arde. Ou, a alma.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Se eu pudesse parar, pararia.
Já não rôo mais as unhas. Tenho esse vermelho que me cansa nas mãos. Arranha os olhos. Arranha as têmporas, essa dor que não passa. Enjoei desse cheiro de cânfora e os remédios já não fazem efeito. Nem o sono.
Essa noite, o lençol azul e branco descobriu a cama. Sonhei com o de antes. Acordei, saudosa.
Essa noite, o lençol azul e branco descobriu a cama. Sonhei com o de antes. Acordei, saudosa.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Era brincadeira de roda, carrossel, ciranda.
Pés e mão em círculo, pés e mãos em dança. Horas seguidas, dias seguidos. A tontura era de matar. Mas, a vertigem era a guia. Se fechassem os olhos, caiam. Mantinham os olhos abertos e sorriam em agonia.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
De antigamente.
Ele tinha 14 anos, era paulista e surfava. Da nossa turma, era o único que namorava. Duas Julianas antes de mim. Quando pensava nessas coisas, achava que ele era muito mais esperto que eu, que ainda brincava de boneca. Duas Barbies.
As minhas amigas não sabiam que ainda brincava de boneca. Como pulei um ano no colégio, as meninas tinham 13, 14 anos, enquanto eu ainda ia completar 12. Nessa época da vida, um ano faz uma diferença medonha, entre usar sutiã ou não, por exemplo.
Mas, aí, esse menino, aquele do começo do texto, começou a me paquerar. Eu sentia muita vergonha e achava muito impossível, porque as outras meninas eram muito mais mulherões que eu. E sabidas. E já tinham beijado na boca e sabiam super bem o-que-como-fazer.
No dia em que ele disse que queria falar comigo, gelei. A sorte é que a mãe da melhor amiga chamou pra jantar nessa exata hora e fomos todas pro 801. Comer, não pude. Fiquei repassando o que me ensinaram: abre a boca e coloca a língua dentro da boca dele. Ok, acho que consigo.
Depois, fomos em comitiva até a garagem, onde ele estava me esperando. Entre meninos e meninas, uns dez. Ouvi um assovio. Fiquei parada, sem entender, enquanto me empurravam em meio aos vai-lá-é-ele. E fui. Coração explodindo de nervoso no peito. Ele pegou no meu cabelo e perguntou se eu queria levar a sério. Como assim, levar a sério? Tava rolando alguma coisa entre a gente e eu nem sabia? Mas, a única resposta ensaiada e possível era sim e foi exatamente o que eu disse, feito noiva no altar: sim!
Na hora do beijo, houve aplausos. Findo esse momento, cada um foi para um lado, contar aos seus pares detalhes sobre o acontecido. Foi aí que descobri que NENHUMA das meninas tinha beijado antes na vida e achei que eram umas sacanas me jogando na fogueira daquele jeito! Chateada, fui brincar com o irmão mais novo do então namorado, pegando baratas pelas antenas, que era coisa menos nojenta.
As minhas amigas não sabiam que ainda brincava de boneca. Como pulei um ano no colégio, as meninas tinham 13, 14 anos, enquanto eu ainda ia completar 12. Nessa época da vida, um ano faz uma diferença medonha, entre usar sutiã ou não, por exemplo.
Mas, aí, esse menino, aquele do começo do texto, começou a me paquerar. Eu sentia muita vergonha e achava muito impossível, porque as outras meninas eram muito mais mulherões que eu. E sabidas. E já tinham beijado na boca e sabiam super bem o-que-como-fazer.
No dia em que ele disse que queria falar comigo, gelei. A sorte é que a mãe da melhor amiga chamou pra jantar nessa exata hora e fomos todas pro 801. Comer, não pude. Fiquei repassando o que me ensinaram: abre a boca e coloca a língua dentro da boca dele. Ok, acho que consigo.
Depois, fomos em comitiva até a garagem, onde ele estava me esperando. Entre meninos e meninas, uns dez. Ouvi um assovio. Fiquei parada, sem entender, enquanto me empurravam em meio aos vai-lá-é-ele. E fui. Coração explodindo de nervoso no peito. Ele pegou no meu cabelo e perguntou se eu queria levar a sério. Como assim, levar a sério? Tava rolando alguma coisa entre a gente e eu nem sabia? Mas, a única resposta ensaiada e possível era sim e foi exatamente o que eu disse, feito noiva no altar: sim!
Na hora do beijo, houve aplausos. Findo esse momento, cada um foi para um lado, contar aos seus pares detalhes sobre o acontecido. Foi aí que descobri que NENHUMA das meninas tinha beijado antes na vida e achei que eram umas sacanas me jogando na fogueira daquele jeito! Chateada, fui brincar com o irmão mais novo do então namorado, pegando baratas pelas antenas, que era coisa menos nojenta.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Você diz, eu não acredito e tanto faz.
Quase não me importo.
Mas esse quase, ainda é muito.
Sinto uma irritaçãozinha besta. Passa já.
O que não passa é essa dor de cabeça e esse cansaço.
A semana já tá terminando e mal começou.
E hoje, tenho muito trabalho.
Muito trabalho e um leão pra matar.
Não é um dia diferente dos outros.
Você quase não se importa.
E esse quase ainda é pouco.
Mas esse quase, ainda é muito.
Sinto uma irritaçãozinha besta. Passa já.
O que não passa é essa dor de cabeça e esse cansaço.
A semana já tá terminando e mal começou.
E hoje, tenho muito trabalho.
Muito trabalho e um leão pra matar.
Não é um dia diferente dos outros.
Você quase não se importa.
E esse quase ainda é pouco.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Estranhamento
Tá tudo tão tão esquisito, mas se você me perguntasse porquê, não saberia explicar.
Parece que é muita coisa, mas talvez não seja coisa nenhuma ou quase nada.
É confuso, dolorido e não me deixa dormir há duas noites.
Queria poder me salvar e lhe salvar dentro de mim.
Tenho conseguido, mas não é trabalho fácil não.
Fui ali no Paço passear.
Comprei "A Rebelião de Lúcifer", espero que seja bom.
"Minha Querida Sputinick", vai acabar antes de voltar pra casa.
Achava que ia voltar pra casa hoje, me enganei.
Quis comprar presentes, mas me faltou inspiração.
Quis tomar um espumone, mas faltou quem me acompanhasse com o capuccino.
Na volta, passei pelo Porto e senti saudades do tempo em que minha mãe trabalhava perto do cais, dos dias em que ia com ela, das gentes novas, das máquinas de escrever, dos papéis amontoados, das canetas, dos carimbos, do cheiro de biscoito que vinha da fábrica da Pilar.
Vi o Forte do Brum aberto e quis ir conhecer, mas o chefe já tinha me chamado pelo celular.
Na Ponte Limoeiro, tentei ver a Cruz do Patrão, mas não teve jeito.
Uma vez, passando por ali, ele me disse que tinha fantasmas de escravos lá.
Dias depois, passando por ali, o vi de mãos dadas com uma menina que não era eu.
Malassombros.
A gente não consegue escapar.
Parece que é muita coisa, mas talvez não seja coisa nenhuma ou quase nada.
É confuso, dolorido e não me deixa dormir há duas noites.
Queria poder me salvar e lhe salvar dentro de mim.
Tenho conseguido, mas não é trabalho fácil não.
Fui ali no Paço passear.
Comprei "A Rebelião de Lúcifer", espero que seja bom.
"Minha Querida Sputinick", vai acabar antes de voltar pra casa.
Achava que ia voltar pra casa hoje, me enganei.
Quis comprar presentes, mas me faltou inspiração.
Quis tomar um espumone, mas faltou quem me acompanhasse com o capuccino.
Na volta, passei pelo Porto e senti saudades do tempo em que minha mãe trabalhava perto do cais, dos dias em que ia com ela, das gentes novas, das máquinas de escrever, dos papéis amontoados, das canetas, dos carimbos, do cheiro de biscoito que vinha da fábrica da Pilar.
Vi o Forte do Brum aberto e quis ir conhecer, mas o chefe já tinha me chamado pelo celular.
Na Ponte Limoeiro, tentei ver a Cruz do Patrão, mas não teve jeito.
Uma vez, passando por ali, ele me disse que tinha fantasmas de escravos lá.
Dias depois, passando por ali, o vi de mãos dadas com uma menina que não era eu.
Malassombros.
A gente não consegue escapar.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Do que dói.
Quantas vezes mais vou chorar ali naquela janela amarela, olhando o muro da casa ao lado sem ver nada, além do que vai lá dentro e que dói? Quase não agüento. E não é isso ou aquilo. É tudo junto e tudo junto é demais.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Agosto.
Roí as unhas por medo que ele adoecesse. Nesse mês de agosto que se arrasta. Mês de dois dos meus leões. Dos primeiros amores, já tão esquecidos. Mês em que perdi a minha vó e a minha vida do jeito que conhecia. Mês de noites insones, em que me perguntava que bênçãos me protegeriam dali em diante. Quando descobri a Morte e o Medo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Plaft.
Olhando assim, ninguém diz que está quebrado.
Tinha que ver muito de perto pra saber.
Tinha que tocar até.
E faz tempo que não deixo.
Porque não interessa a mais ninguém, além de mim.
E mesmo eu, não posso fazer mais nada agora.
Quebrou, partiu, não tem mais jeito.
Mas, a vida segue e a gente segue junto como se estivesse inteiro.
Tinha que ver muito de perto pra saber.
Tinha que tocar até.
E faz tempo que não deixo.
Porque não interessa a mais ninguém, além de mim.
E mesmo eu, não posso fazer mais nada agora.
Quebrou, partiu, não tem mais jeito.
Mas, a vida segue e a gente segue junto como se estivesse inteiro.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Cansaço
Só consegui dormir depois das duas da manhã.
Acordei me sentindo fraca e cansada.
Acordei me sentindo sozinha também.
Porque, no final das contas, é assim que é.
Perto ainda é fora.
O Outro é sempre além do que vai dentro da gente.
Ainda mais quando está longe.
Acordei me sentindo fraca e cansada.
Acordei me sentindo sozinha também.
Porque, no final das contas, é assim que é.
Perto ainda é fora.
O Outro é sempre além do que vai dentro da gente.
Ainda mais quando está longe.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Dos dias da semana, sábado.
Na Livraria Cultura, comprei "Após o anoitecer" e "Minha querida Sputnik", de Haruki Murakami. Ambos com precinho camarada no MaisCultura. Acho válido.
Por falar em livros, tô lendo três ao mesmo tempo e não consigo terminar nenhum: "A caixa preta", "Casório"* e "Verônica decide morrer"**
Um não tem nada a ver com o outro. O que é ótimo, porque tenho uma opção pra cada estado de espírito. Mas, sinto falta de acabar o que começo.
Ainda teve passeio no Paço, que é o shopping mais bonito e menos viável dessa cidade. Pra não dizer que nunca comprei nada lá, teve uma blusinha, uma sandália e uma bolsa. Nas lojas mais barateiras, claro e que já fecharam, inclusive.
Outra coisa ótima de lá é o café delicinha da São Braz, considerando excelência na categoria café com leite e capuccino, por mim e pelos meus.
Na saída, a gente ficou ali na Rua da Moeda, parado, encantado, vendo um senhorzinho ensinar os meninos a tocar samba do bom.
De lá, Observa e Toca Malakoff. Lançamento do CD Uhuuu do Cidadão Instigado, que não conhecia e gostei que só.
Antes, teve uma palestra chatinha sobre composição em guitarra, que se salvou quando um rapaz muito moluscolama perguntou:
- E esse nome, tem algum significado simbólico?
- Nome? Do disco?
- É. Hu, hu.
- Não, é Uhuuu. Uhuuu! E Catatau ainda fez um hang loose pra ilustrar...
A novidade boa é que agora tem feirinha no Recife Antigo aos sábados. E que tem uma barraquinha com colares de bolota muito lindos.
A novidade ruim é que o Galerias fechou. Puft. Acabousse. Depois dos anos todos de história e dos maltados de Clarice, a Lispector.
* Anos atrás, li Melancia, Férias e Sushi, todos das mesma autora. Esse tempo todo, achava que eram várias histórias das mesmas personagens. Só nesse último, descobri que os livros tem personagens totalmente diferentes e não são uma continuação. Ah, tá. Mas, que parece, parece.
** É o segundo livro de Paulo Coelho que leio na vida. O primeiro foi "O alquimista" e achei muito bobinho. Tenho esperanças nesse outro.
Por falar em livros, tô lendo três ao mesmo tempo e não consigo terminar nenhum: "A caixa preta", "Casório"* e "Verônica decide morrer"**
Um não tem nada a ver com o outro. O que é ótimo, porque tenho uma opção pra cada estado de espírito. Mas, sinto falta de acabar o que começo.
Ainda teve passeio no Paço, que é o shopping mais bonito e menos viável dessa cidade. Pra não dizer que nunca comprei nada lá, teve uma blusinha, uma sandália e uma bolsa. Nas lojas mais barateiras, claro e que já fecharam, inclusive.
Outra coisa ótima de lá é o café delicinha da São Braz, considerando excelência na categoria café com leite e capuccino, por mim e pelos meus.
Na saída, a gente ficou ali na Rua da Moeda, parado, encantado, vendo um senhorzinho ensinar os meninos a tocar samba do bom.
De lá, Observa e Toca Malakoff. Lançamento do CD Uhuuu do Cidadão Instigado, que não conhecia e gostei que só.
Antes, teve uma palestra chatinha sobre composição em guitarra, que se salvou quando um rapaz muito moluscolama perguntou:
- E esse nome, tem algum significado simbólico?
- Nome? Do disco?
- É. Hu, hu.
- Não, é Uhuuu. Uhuuu! E Catatau ainda fez um hang loose pra ilustrar...
A novidade boa é que agora tem feirinha no Recife Antigo aos sábados. E que tem uma barraquinha com colares de bolota muito lindos.
A novidade ruim é que o Galerias fechou. Puft. Acabousse. Depois dos anos todos de história e dos maltados de Clarice, a Lispector.
* Anos atrás, li Melancia, Férias e Sushi, todos das mesma autora. Esse tempo todo, achava que eram várias histórias das mesmas personagens. Só nesse último, descobri que os livros tem personagens totalmente diferentes e não são uma continuação. Ah, tá. Mas, que parece, parece.
** É o segundo livro de Paulo Coelho que leio na vida. O primeiro foi "O alquimista" e achei muito bobinho. Tenho esperanças nesse outro.
sábado, 8 de agosto de 2009
Virtus et fides
Há três anos, tentava ir com Caio no Forte Cinco Pontas, que é dos lugares mais bonitos dessa cidade.
Nunca dava certo. Hoje, consegui.
Ele parecia menino pequeno.
Olhando cada canhão, tocando pra sentir o peso do tempo, descobrindo a origem.
Depois, corria para o lugar onde os soldados ficavam de vigília e imaginava o que não estava mais ali.
Gostei da brincadeira.
Só tive medo de passar pelo túnel de fuga.
Mas, fui. E pensei nas pessoas todas que passaram por ali.
Não é uma sensação muito boa.
Calorzinho bom no coração, dá quando a gente vê escrito: bandeira do Recife sempre no alto.
E descobre o que cada símbolo significa:
O azul do nosso céu imenso, o branco da paz, a estrela de nossa província, o sol, que aqui começa a clarear o continente, a cruz, homenagem aos colonizadores cristãos, o leal flamengo, símbolo real de coragem, o lema latino "virtus et fides" - "força e fé" do nosso povo.
Força e fé, que é o que a gente mais precisa nessa vida.
Nunca dava certo. Hoje, consegui.
Ele parecia menino pequeno.
Olhando cada canhão, tocando pra sentir o peso do tempo, descobrindo a origem.
Depois, corria para o lugar onde os soldados ficavam de vigília e imaginava o que não estava mais ali.
Gostei da brincadeira.
Só tive medo de passar pelo túnel de fuga.
Mas, fui. E pensei nas pessoas todas que passaram por ali.
Não é uma sensação muito boa.
Calorzinho bom no coração, dá quando a gente vê escrito: bandeira do Recife sempre no alto.
E descobre o que cada símbolo significa:
O azul do nosso céu imenso, o branco da paz, a estrela de nossa província, o sol, que aqui começa a clarear o continente, a cruz, homenagem aos colonizadores cristãos, o leal flamengo, símbolo real de coragem, o lema latino "virtus et fides" - "força e fé" do nosso povo.
Força e fé, que é o que a gente mais precisa nessa vida.
Dos mistérios.
Sonhei com uma mulher dizendo: Só tenho ciúme da cor vermelha e do meu marido.
Não somos casados diante das leis de Deus, nem das leis dos homens.
Mas, eu sou mulher dele, que tem nome de árvore: Jatobá.
O mais estranho é que a mulher era Regina Duarte, há 15 anos atrás mais ou menos.
Minha mãe sugeriu que escrevesse no blog, para o caso de algum dia fazer sentido, coisa que não acredito que aconteça.
Não somos casados diante das leis de Deus, nem das leis dos homens.
Mas, eu sou mulher dele, que tem nome de árvore: Jatobá.
O mais estranho é que a mulher era Regina Duarte, há 15 anos atrás mais ou menos.
Minha mãe sugeriu que escrevesse no blog, para o caso de algum dia fazer sentido, coisa que não acredito que aconteça.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Em Recife, outra vez.
Cheguei sexta à noite. Estranhando tudo, detestando tudo. Muita luz, muito carro, muita buzina. Excesso. Desordem. Confusão. A minha vontade era ficar bem quieta num canto, até essa agonia passar. Ainda não passou.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Quinta-feira
Saí de manhã pensando em ir até aqueles apartamentos que ficam depois, bem depois, do relógio de flores.
Tomei banho, me arrumei, fui até o Bonanza e voltei.
É que não tinha ninguém na rua e fiquei com medo de perambular sozinha por aí.
Almoço no Chez Selfice.
Depois, fui até o centro buscar os copiões e cópias de 15 x 21 para exposição na Casa Galeria Galpão.
Uma correria medonha e eu esbaforida do sobe-ladeira pra chegar lá.
Vi a performance dos meninos da Carne de Porco.
E acho que chamar esse momento de performance é um negócio muito esquisito.
Depois, voltei pro hotel sentindo um não-sei-quê podia nomear de tristeza, mas nem era.
Ele diz que não sei definir direito os sentimentos, que misturo tudo e eu acredito.
Porque não é a primeira vez que alguém me diz uma coisa assim.
À noite, teve show de Nação Zumbi, mas a gente acabou nem indo.
Assisti Simplesmente Feliz e não gostei tanto assim.
Amanhã, partiu Recife.
Não quero mais ficar.
Nem poderia, se quisesse.
Hotéis superfaturando.
Tomei banho, me arrumei, fui até o Bonanza e voltei.
É que não tinha ninguém na rua e fiquei com medo de perambular sozinha por aí.
Almoço no Chez Selfice.
Depois, fui até o centro buscar os copiões e cópias de 15 x 21 para exposição na Casa Galeria Galpão.
Uma correria medonha e eu esbaforida do sobe-ladeira pra chegar lá.
Vi a performance dos meninos da Carne de Porco.
E acho que chamar esse momento de performance é um negócio muito esquisito.
Depois, voltei pro hotel sentindo um não-sei-quê podia nomear de tristeza, mas nem era.
Ele diz que não sei definir direito os sentimentos, que misturo tudo e eu acredito.
Porque não é a primeira vez que alguém me diz uma coisa assim.
À noite, teve show de Nação Zumbi, mas a gente acabou nem indo.
Assisti Simplesmente Feliz e não gostei tanto assim.
Amanhã, partiu Recife.
Não quero mais ficar.
Nem poderia, se quisesse.
Hotéis superfaturando.
Em resumo.
Andei muito pela cidade.
Levei muita chuva, senti muito frio.
Conheci quase todo o comércio do centro.
Lanchei no Pérola.
Finalmente, encontrei o Palco da Cultura Popular, onde vi teatro de rua, afoxé e declamadores.
Vi também um bloco carnavalesco passando na frente da Prefeitura.
Visitei a exposição Arte no Casarão e não entendi nada.
Fiz o papel de assistente extra-oficial na Oficina Apreendendo o Tempo.
Fui ao Parque Ruber Van Der Linden, conhecido Pau Pombo, depois de quinze anos.
Fui até a Catedral, onde fui paquerada por um velhinho muito incoveniente, que insistia em segurar a minha mão e me avisou que estava sempre ali naquele horário.
Assisti Caramel, que é lindo.
Assisti um documentário chamado Terra.
Vi um reisado pela primeira vez na vida.
Achei o Bradesco.
Tomei muito café e muita sopa.
Comi mais do que deveria e menos do que gostaria.
Terminei de ler Big Love e comecei Caixa Preta.
Vi o show do Del Rey e não adorei.
Levei muita chuva, senti muito frio.
Conheci quase todo o comércio do centro.
Lanchei no Pérola.
Finalmente, encontrei o Palco da Cultura Popular, onde vi teatro de rua, afoxé e declamadores.
Vi também um bloco carnavalesco passando na frente da Prefeitura.
Visitei a exposição Arte no Casarão e não entendi nada.
Fiz o papel de assistente extra-oficial na Oficina Apreendendo o Tempo.
Fui ao Parque Ruber Van Der Linden, conhecido Pau Pombo, depois de quinze anos.
Fui até a Catedral, onde fui paquerada por um velhinho muito incoveniente, que insistia em segurar a minha mão e me avisou que estava sempre ali naquele horário.
Assisti Caramel, que é lindo.
Assisti um documentário chamado Terra.
Vi um reisado pela primeira vez na vida.
Achei o Bradesco.
Tomei muito café e muita sopa.
Comi mais do que deveria e menos do que gostaria.
Terminei de ler Big Love e comecei Caixa Preta.
Vi o show do Del Rey e não adorei.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Diarices.
É estranho quando o seu companheiro de viagem dá aulas o dia inteiro.
Até dá pra sair e passear, mas a graça não é a mesma.
Você não tem com quem comentar tudo que vê, ouve e sente.
Fora que minhas andanças por Garanhuns dão sempre uma hora, pra onde quer que eu vá, nem mais, nem menos.
A programação do Festival só começa lá pelas cinco da tarde.
Ou seja, manhã toda sem ter o que fazer, almoço feliz no intervalo da oficina Apreendendo o Tempo e tarde sem ter o que fazer até quase a noite chegar.
Aí, pra não ficar no hotel, caminho, mesmo sem ter pra onde ir, porque não há muito pra onde ir, na verdade.
E o bom é que mesmo quando faz sol, feito hoje, não faz calor.
Até dá pra sair e passear, mas a graça não é a mesma.
Você não tem com quem comentar tudo que vê, ouve e sente.
Fora que minhas andanças por Garanhuns dão sempre uma hora, pra onde quer que eu vá, nem mais, nem menos.
A programação do Festival só começa lá pelas cinco da tarde.
Ou seja, manhã toda sem ter o que fazer, almoço feliz no intervalo da oficina Apreendendo o Tempo e tarde sem ter o que fazer até quase a noite chegar.
Aí, pra não ficar no hotel, caminho, mesmo sem ter pra onde ir, porque não há muito pra onde ir, na verdade.
E o bom é que mesmo quando faz sol, feito hoje, não faz calor.
domingo, 19 de julho de 2009
Só pra constar.
A viagem pra cá foi tranquila e é coisa muito boa nessa vida passar pelo túnel Cascavel no meio das pedras.
Senti saudades de Diva Perla, minha amiga, com que vim pra Garanhuns há mais de 15 anos.
De lá pra cá, meu senso de orientação não melhorou.
Almoço no Restaurante Terraço na Av. Rui Barbosa super vale a pena.
Prato pra duas pessoas, dá para três tranquilamente.
Se uma das pessoas, no caso eu, está de dieta, dá pra quatro.
As pessoas estão usando todo o figurino de inverno, mas a verdade é que nem tá tão frio assim.
Só quero ver se quando sair agora à noite, vai sair fumacinha da minha boca.
Um aviso aos que vierem e passarem pelo Parque Euclides Dourado: muito cuidado na hora de entrar no pavilhão de artesanato, você pode acabar sendo entrevistado ao vivo para Rádio Poesia.
Eucalipto é uma árvore muito linda e cheirosa.
Vi quatro crianças ruivas, QUATRO numa tarde.
Será que é o clima europeu?
Senti saudades de Diva Perla, minha amiga, com que vim pra Garanhuns há mais de 15 anos.
De lá pra cá, meu senso de orientação não melhorou.
Almoço no Restaurante Terraço na Av. Rui Barbosa super vale a pena.
Prato pra duas pessoas, dá para três tranquilamente.
Se uma das pessoas, no caso eu, está de dieta, dá pra quatro.
As pessoas estão usando todo o figurino de inverno, mas a verdade é que nem tá tão frio assim.
Só quero ver se quando sair agora à noite, vai sair fumacinha da minha boca.
Um aviso aos que vierem e passarem pelo Parque Euclides Dourado: muito cuidado na hora de entrar no pavilhão de artesanato, você pode acabar sendo entrevistado ao vivo para Rádio Poesia.
Eucalipto é uma árvore muito linda e cheirosa.
Vi quatro crianças ruivas, QUATRO numa tarde.
Será que é o clima europeu?
Garanhuns.
Nunca, nunca mais nessa vida, vou alugar uma casa ou o que quer que seja, sem ver primeiro. Mesmo que as referências sejam boas. Não vale a pena. É só dinheiro e tempo gastos, além de muita dor de cabeça. E quando falo isso não é sentido figurativo.
Pois bem, antes de vir aqui pra Garanhuns consegui uma casa ótima, por um preço razoável. Sala, cozinha americana e uma suíte. Ok. Eu e Caio dormimos no quarto e os dois amigos dele na sala. Não seria o melhor dos arranjos, mas também não seria o pior.
Chegando aqui, depois de três horas de viagem, descubro que a sala com cozinha americana, não existe. É só um corredor com pia, fogão e geladeira. O banheiro, fica no caminho para o quarto e NÃO TEM PORTA. É claro que no corredor-sala-cozinha não cabem dois colchões, portanto todo mundo dormiria no quarto, que também não tem porta, já que os ambientes interagem. Quer dizer.
Fazia tempo que não sentia tanta raiva, tanta chateação. Pior, que encontrar hotel em tempo de Festival de Inverno é coisa muito difícil. Mas, deu certo e estou aqui usando a Wireless de um apartamentinho ótimo. Preocupada com os dois moços que chegam mais tarde. Que é outra coisa muito chata: resolver pelos outros, ainda mais quando não se conhece os outros tão bem assim.
Ano que vem, a estratégia vai ser outra, tenho nem dúvida. Agora, vou ali descansar e esperar Caio chegar com as malas e as novidades da nossa ex-morada na cidade das flores.
Pois bem, antes de vir aqui pra Garanhuns consegui uma casa ótima, por um preço razoável. Sala, cozinha americana e uma suíte. Ok. Eu e Caio dormimos no quarto e os dois amigos dele na sala. Não seria o melhor dos arranjos, mas também não seria o pior.
Chegando aqui, depois de três horas de viagem, descubro que a sala com cozinha americana, não existe. É só um corredor com pia, fogão e geladeira. O banheiro, fica no caminho para o quarto e NÃO TEM PORTA. É claro que no corredor-sala-cozinha não cabem dois colchões, portanto todo mundo dormiria no quarto, que também não tem porta, já que os ambientes interagem. Quer dizer.
Fazia tempo que não sentia tanta raiva, tanta chateação. Pior, que encontrar hotel em tempo de Festival de Inverno é coisa muito difícil. Mas, deu certo e estou aqui usando a Wireless de um apartamentinho ótimo. Preocupada com os dois moços que chegam mais tarde. Que é outra coisa muito chata: resolver pelos outros, ainda mais quando não se conhece os outros tão bem assim.
Ano que vem, a estratégia vai ser outra, tenho nem dúvida. Agora, vou ali descansar e esperar Caio chegar com as malas e as novidades da nossa ex-morada na cidade das flores.
sábado, 18 de julho de 2009
Tudo pronto.
Casa alugada, malas arrumadas, carona combinada.
Amanhã de manhã, partimos pra Garanhuns.
Festival de Inverno com temperatura chegando nove graus.
Ainda bem que tô melhor da gripe.
Já a ansiedade, só piora.
Amanhã de manhã, partimos pra Garanhuns.
Festival de Inverno com temperatura chegando nove graus.
Ainda bem que tô melhor da gripe.
Já a ansiedade, só piora.
terça-feira, 14 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Estranhamento
Estou na casa de Dona Helena, minha mãe. Estranhando tudo. As rotinas, os espaços, a claridade. É sempre assim quando volto. Normalmente, passa rápido. Dessa vez, tá demorando. Já, já volto pra casa. E vai ser outro processo de acostumamento: com o clima temperado e as cores amenas, com a ausência de sol e o cheiro que me faz espirrar.
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